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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

fase I

Estou equalizando sensações adversas, e tentando colocar sentimentos no lugar.
Por isso não me pergunte ou repreenda, estou incompleta.
Não me diga o que achou do que eu fiz, nem diga o que não achou.
Não procure saber se eu gosto de você, e não me venha dizer que está apaixonado, ou que não está.
Não me cobre coisas. Tenho desejos contidos, sentimentos desagradáveis.
Não me coloque na parede, nem faça perguntas difíceis.
Me esqueça por uns dias, umas noites, alguns anos. Fique distante.
Não quero me arrepender de coisas que fiz. Não fiz, então não me obrigue a fazer.
Estou inalcançável, inoperante, insolúvel, trivial.
Estou entre muralhas, dispersa de mim mesma, até.
Não tente me fazer rir, sorrir, gostar. Não aturo gracejos, não agora.
Penso incoerências, tenho atitudes insanas, machuco as pessoas.
Estou assim. E não faço idéia de quando isso vai parar.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

chega de dogmas (?!)

Maldita a hora que a gente olha pra certa pessoa e diz: “é ele”. Coisa de mulher (ou de homens sensíveis). Coisa de quem se esquece rápido das dores, dos desafores, dos dês-sabores, quem sabe. E ainda dizem que antigamente tudo era mais fácil. Era nada. Sentimentos, relacionamentos, homens, mulheres... São sempre os mesmos em qualquer época, em qualquer lugar do mundo. E, estendendo os braços, a gente se entrega como se nunca antes tivéssemos sentido aquilo, daquela forma. E quando (novamente) não dá certo... Mais um choro, e mais um leite derramado. Enfim. E tem gente se queixando de dor de cabeça. Nada. Dói mesmo é o corpo, a alma, o coração. Você se sente partido em milhões de minúsculos pedacinhos, espalhados pelo chão, quando olha e ele não vem. Quando olha e ele não olha. Maldita hora em que se tocaram pela primeira vez, e (se) disseram coisas pulcras, com sorriso iluminado, e voz de quem pede um beijo. Sorrateiros, desejos escondidos por entre os dentes, por entre os dedos. E não (se) dizem o que verdadeiramente querem, mas o que podem. O que acham certo dizer. Maldita hora em que inventaram que homens também dizem “não”, e que mulheres boas, são mulheres difíceis. E a coisa toda do ardor, da paixão, da loucura, onde fica? E as garras escondidas à força, quando se libertam? Eles perdem tempo, perdem o sabor das coisas. Perdem milhares de oportunidades. Tudo uma inútil cultura, medíocre, embirrante, que late nos ouvidos de quem quer ir além.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

no brusco arrependimento do dia seguinte: “eu desci até o chão!”

Admito já ter passado por isso. Não uma, mas várias vezes. É que o axé e o funk nos envolvem, é verdade. E lá se vai o limite do que eu devo (posso) ou não fazer. A música, em si, não é boa. Uma injustiça com o hip-hop norte-americano, que não está em sua melhor fase (que o digam os letristas do consagrado Black Eyed Peas), e ditam os nossos mais sexyes movimentos corporais com versos do tipo: “It looks like we having sex but we just dancing”, algo como “parece que estamos tendo relações sexuais, mas nós só estamos dançando”, enfim. Acho mesmo que o funk brasileiro acaba por não merecer a alcunha de “maior merda de letra dos últimos tempos”. A verdade é que devemos mesmo saber inglês. Mas o fato é que, conscientes ou não (espero mesmo que “não”), nos sentimos livres e poderosos quando dançamos certas músicas. Seria muito bem-vindo um funk, sem letra, por exemplo. As batidas (aquelas responsáveis pelo desenvolto movimento dos quadris) seriam recebidas de bom grado, se ao mesmo tempo não tivéssemos o desprazer de sermos chamadas de cachorras, piriguetes, danadas. Há certos momentos na vida em que precisamos mesmo extrapolar nosso dicionário animalesco próprio. Não acredito que o melhor lugar para isso seja uma pista de dança. Gosto, danço, me acabo; admito isso com um leve rubor indicativo de vergonha. Mas há certos limites, e isso inclui não haver um arrocha no meu MP4 de todo dia. Gostaria de acreditar que toda aquela gente bonita e suada que conheci nas minhas diversas noitadas fazem o mesmo. Mas algo me diz que eles não ouvem mais que o axé da micareta, e não se preocupam em ler pouco mais que a revista semanal de fofocas. Deprimente. Eu não quero que alguém pense que isso é uma generalização. Bem, é. Mas, assim como eu, espero que muitos também se sintam uma feliz exceção. Dance a sexta, a madrugada de sábado e se acabem com altas requebradas sozinhos em casa, enquanto o funk pulsa nas caixas do micro-sistem ou do PC. Mas não se esqueça de dar permissão à boa MPB, à antiga Bossa Nova, aos indefectíveis Sambas (de ontem e de hoje) e aos atuais independentes do rock e suas mais diversas misturas. Isso dá papo aos encontros românticos e às rodas de friends. Acredite, vale à pena! Porque, sinceramente, eu ainda não consegui imaginar o que róla de falar depois de um “Créu, créu, créu”. A não ser, é claro, a constante mais-que-perfeita: “Foi bom pra você?”.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

informações não solicitadas

acordei cedo, com preguiça. atrasada, porém.
banho rápido, pulinhos no chuveiro, dentes escovados.
saí de casa ainda meio sem saber pra onde ir.
parei na padaria. café preto com pães de queijo.
trabalhei. almocei no 'serviço.
fumei bastante hoje. acho que ando nervosa.
recebi notícias boas. outras nem tanto.
continuo cansada.
estou me cansando nos últimos dias.
queria viajar.
'querida, como vai você?'
é bom quando se preocupam 'como vai você.'
felicidade, que só.

terça-feira, 22 de julho de 2008

obrigada

- pode ser?
- pode.
- tá. deixa eu te ligar amanhã?
- ué. deixo.
- te ligo, a gente sai. faz alguma coisa.
- é.
- você tá bem?
- tô.
- não tá.
- um pouco ressentida.
- mas eu...
- olha. relaxa. você foi bom. me ajudou, muito.
- sério?
- é.
- não quero que você pense que eu te usei.
- eu não penso. eu entendi.
- eu sei. mas é que...
- relaxa.
[risos]

fiz uma escolha errada, fiquei mal. chorei, sofri.
ele me encontrou, sentada no canto da sala. meio-sorriso, entre-lábios.
me deu colo, carinho, atenção.
acalentou meu peito. cheio de dores.
confortou-me com palavras. com gestos doces.
me forçou com seu olhar viril. me segurou, altivo, cálido.
me dispersou de tudo o que me afligia.
ele foi bom.

embaraçado

É. Contei sobre novas coisas. Contei sentimentalismos, desejos e chances. Senti delícias e sabores, e me deixei levar. E para quê? Para que você me olhasse indiferente e intolerante. E eu tenho culpa se me entrego quando amo? Muita coisa agora já não é segredo. Mas você não liga. Muita coisa agora já nem tem sentido. E você? O que diz? O que faz? Quando pára de fingir que os olhares são para outras, e que meus beijos não são apenas seus?

É distante agora. Tive chances, e você. Tive noite, dias, horas. Só hoje, não nos resta mais tempo de viver o que nos é merecido. Ter você é simples, mas imoral. Me ter? Já sou sua. Desde a primeira vez.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

escuta

arrepios constantes me fazem lembrar você. é que eu nunca te disse nada (e nem diria), mas quando eu te vejo sinto arrepios. é, eu sei, coisa boba a minha. mas se não for, que graça teria? ouvir a sua voz é desastroso. seria bom senso me afastar? não. tolice. afastar do que faz bem. do que (acho) faz bem. corridas contra o tempo, conversas destoadas, atitudes incorretas. características do eu-você. e por quê? (deveria) já sermos acostumados. é que o tempo reprime certas coisas, não? até meus arrepios. vozes, pessoas, outras bocas, displicências, erros: reprimem. quando mais nos precisamos é quando mais nos somos indiferentes. ambos. os dois. nós. e eu sei, mas não faço nada. o telefone ainda toca e eu (ainda) penso que é você. e sinto arrepios. constantes.

domingo, 29 de junho de 2008

estrela

essayé étoiles dans le ciel aujourd'hui
comme a tenté d'hier
et de demain

je ne pense pas que mon parfait étoiles
je pense que lorsque
il n'est pas parfait

quinta-feira, 26 de junho de 2008

sis

te descrevo nos meus pensamentos
te inspiro nos meus versos
te roubo as idéias
das mais ricas às mais banais

te apareço no espelho
te fecho os olhos
te tranco no sonho
e agora nem você me vê, nem eu

quarta-feira, 25 de junho de 2008

lápide

aqui jaz uma amante
uma mulher
uma certa dose certa de alguma coisa boa
personificada
amada
tônica

aqui jaz o amor em pessoa

segunda-feira, 23 de junho de 2008

sentido

quem de nós seria suficientemente parvo
capaz de não perceber em que ponto se deve
parar
ou a que ponto se deve chegar

eu redefini o vão das minhas próprias dúvidas
tive noção do perigo
gritei alto da janela sem olhar quem vinha

subi altos degraus
onde a queda é maior
e mais completa

contamos os segredos sem poder
e sem sentir
e nos olharam um olhar indiferente

soltei os meus cabelos
perdi a noção do tempo
cansei de esperar

"sei lá"

sei lá. acordei pensando em me casar cedo. ter um filho cujo nome será joão. nas férias ele irá visitar os avós. meu pai o ensinará a montar cavalos altos, pescar com varas artesanais, sinucar modestamente, ler os detalhes da vida roceira, caminhar por entre matas sem se cortar. vai pegá-lo no colo, segurá-lo no alto com apenas uma das mâos, fazendo minha mãe preocupada com a possível queda, como era comigo quando pequena. vai chamá-lo "joãozinho" quando carinhoso, e "joão sobrenome" quando perder a paciência. fazer-lhe cócegas antes de dormir. vamos rir juntos das palavras erradas ditas aos dois anos, das gargalhadas safadas, da carinha de "não fui eu" que fizer quando for ele. minha mãe irá pegá-lo nos braços, acariciar sua nuca e fazer suco de laranja com pão de queijo quando tiver febre. vai ler trechos da bíblia com minha avó, dançar cantigas de roda, escutar suas histórias de menina, extasiado com a diversidade de coisas que eram possíveis há 60 anos, e que hoje não são mais. vai cantarolar enquanto meu avô arranha sua sanfona, e dizer que são lindas todas as oito músicas iguais que ele toca. vai aprender a jogar pedrinhas, pular corda, banhar-se nos rios, sentir o sol quente do sertão secar sua pele, correr atrás das galinhas, beber leite quente direto das tetas da vaca. vai jogar futebol com o tio, comer vatapá, feijoada, picado de banana, frango ensopado, quenga de milho, arroz com pequi. vai se lambuzar de manga e umbu. vai olhar para o céu e aprender que as fadas transformam as nuvens em animais ferozes. vamos nos deitar na rede e rir dos causos da família. vamos passar as férias de julho e janeiro juntos. e o natal. o ano novo. ele vai cortar o queixo um dia, correndo por entre as pedras das ruas da pequena cidade onde eu nasci. vai chorar de medo dos palhaços do circo, e da roda gigante. vai me abraçar e dizer "te amo mamãe". e chorar de raiva quando eu disser não. vai conversar ao telefone com os avós, sem saber ainda falar. contar que fui má, para que seja mimado. vai saber a difereça entre a verdade e a mentira, e vai mentir, estando certo de que eu sei não ser verdade. vai ser travesso, inquieto, barulhento e engraçado. vai amar a humildade e o caráter das pessoas. vai aprender com avô que é preciso se preocupar com o futuro. mas só fará isso no futuro. vamos fazer barquinhos de papel nos dias de chuva. e colocá-los contra o vento quando a chuva cessar. vai saber que a avó é a mais doce das mulheres, e a mais preocupada. que o avô é omais piadista, e o mais impaciente dos homens. vai ter os meus olhos, e alguma coisa boa do pai. e um jeito próprio. vai conversar rápido, rir devagar, atravessar a rua sem olhar para os lados.
não vai ser filho único, mas o primeiro. e vai se sentir bem por isso. vai gostar de ler e escutar boas músicas. ser gentil com os mais velhos. terrível com os mais novos. vai acreditar que a sua mãe não tem defeitos, e chamar o seu pai de super-herói.

sábado, 7 de junho de 2008

sinto

tem dias em que eu me deito com uma sensação estranha de inutilidade.
ontem foi um desses dias.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

perfeiç ão

me intimido, mas não demonstro. tenho vergonha, mas falo. sou limitada, mas procuro. entendo, mas finjo que não. aparento, mas não tenho. escuto, nem sempre opino. tenho dores, mas esqueço.

meu único defeito é me apaixonar rápido demais.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

o que parece bom nem sempre é o melhor [2]

quando eu tinha 12 anos queria ter 15.

aos 15 desejei os 18.

aos 18 sonhava com os 21.

agora quero voltar aos 12. não me preocupava com o futuro. não tinha dois empregos. não tinha a faculdade. não me preocupava em passar dos 30 solteira. não tinha problemas com vícios. não fazia as unhas. não tinha que ser socialmente 'bem vista'. não precisava me preocupar com o futuro do planeta. não tinha contra-cheque. não tinha conta. não tinha cheque sem-fundo. não entendia política. não me escandalizava com a quantidade de ladrões que nos aparecem todos os dias. não precisava ter uma calcinha de renda vermelha para ocasiões especiais. não me preocupava com as gorduras trans e o excesso de nicotida 'ingerida'. não precisava usar salto agulha, calça pantalona, bico fino e rímel preto. minha bolsa era uma mochila. meu sapato era um all-star. minhas unhas eram curtas e meus cabelos enrolados. minha roupa preferida era jeans. meu celular não tirava foto. eu não saia nas colunas sociais. e podia escrever e falar sempre o que vinha à cabeça, sem me preocupar com o destino do rabo da lagartixa.

é. nada mudou.

o que parece bom nem sempre é o melhor

me tirava o sono não ter televisão no quarto.

coloquei uma televisão no meu quarto semana passada.

não consigo mais dormir.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Non Sequitur!


A pior parte é quando você pára pra pensar no que fez, e tenta imaginar o que teria acontecido se tudo tivesse sido diferente. Ter, teria, tivesse, tido... e por um momento eu até pensei que agir se escreve com j.
Qual a lógica disso tudo? Não sei. Nenhuma talvez. E pela primeira vez me sinto inteiramente feliz por estar escrevendo um texto verdadeiramente sem nexo, ou esdrúxulo, como costumam dizer... E não mais um clichê sobre a loucura humana, a violência da carochinha (ou seria o conto do vigário?) ou qualquer merda erótica que no final das contas vai ser transformada pelo leitor em um excitante texto à lá Bruna tal coisinha de não-sei-o-quê!
Por quê? Por que, afinal de contas, é tão difícil entender que nem sempre aquilo que escrevemos foi vivido? Ah! Tem uma coisa! O amor. Falar sobre o amor sem nunca ter amado? Shit! Isso não existe! Não me diga que consegue! Não me diga... que te chamo de nonsense!
Eu sou nonsense! Gosto disso... Gosto de dizer merda e entender perfeitamente as merdas ditas!
Só não como merda! Aí também já é demais... Escutar merda é outra coisa fóra do comum pra mim! Shit! E esse é o segundo...
E por falar em Shit! Me deu uma vontade incontrolável de descobrir o que o Aurélio diz de quem é nonsense. Descobri que ele não diz nada. Os nonsenses, além de tudo (além das merdas), não existem! Eu sempre soube que, para algumas pessoas, eu não existo há séculos (ou pelo menos desde quando eu resolvi virar uma pessoa, bem... diferente, ou seja lá como for que acham que eu sou), mas daí a não existir para um cara que sabe o significa “non sequitur”? Esse Aurélio ultrapassou todos os limites! Os limites da minha insanidade mental! Não que eu a tenha (a mente não, a insanidade! Dã...). Mas enfim...
NON SEQUITUR. No final das contas eu realmente me identifiquei com essa... palavra? Expressão? O que é isso afinal? Francês? E por que cargas d’água estava no sr. Aurélio? Ele não é brasileiro? Não come pequi? Feijoada, tapioca, acarajé, e... Shit!
(Nunca escrevam demais sobre comida às 1h04 da manhã...)
NON SEQUITUR, enfim...
"Diz-se de argumento cuja conclusão não é garantida pelas premissas".

Shit! Sobre o que é mesmo que eu estava falando?
E quem é você afinal?